quinta-feira, 21 de junho de 2018

#24 um dia normal


Um dos poucos blogs que gosto de ler é de um sujeito apaixonado por música. Semana passada ele marcou o dia dos namorados com um simples "feliz dia dos namorados", que eu só li no dia seguinte. Daí é aquela coisa que acontece todos os anos: "bah, é mesmo, dia dos namorados! tinha esquecido". 

E pensei: o que fizemos ontem? Tínhamos ficado um tempão juntos, pintando duas paredes na casa. Foram várias mãos de tinta. Terminamos o dia bem cansados mas felizes de ter conseguido chegar no fim da tarefa. 

Vivendo na Europa temos a desculpa do dia dos namorados aqui ser em outra data (algum dia de fevereiro), mas muitas vezes também não lembramos da data européia. É o tipo de coisa que não me diz nada mesmo. Eu tenho duas datas românticas gravadas no meu coração: o dia que conheci meu marido e o dia que nos casamos no cartório.   

Eu não mudei meu sobrenome ao casar. Então em situações burocráticas (principalmente envolvendo contadores) várias vezes escutamos a pergunta: "vocês são casados?". Sim, somos casados. E mentalmente sempre acrescento "de papel passado"... e lembro de um momento especial: depois de voltar do cartório, nós em casa, felizes, com nossa certidão na tábua de passar roupa, os dois conduzindo o ferro elétrico, no meio das gargalhadas. Uma maneira bem nossa de marcar o começo oficial da vida a dois.

Estou tão feliz no meu casamento. E pensar que eu QUASE não me casei com ele por conta das nossas muitas diferenças, principalmente políticas. No começo as diferenças me estressavam muito. Com o passar do tempo aprendi a aceitar que cada pessoa tem direito a ser como é e entender e explicar o mundo a sua maneira. E no fim das contas ter alguém que pensa diferente do meu lado sempre me faz ir atrás e investigar melhor os assuntos e meu posicionamento. 

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