Então que cheguei na
metade do ano, como estou com meus objetivos? Acabo de abrir o texto que escrevi na semana 13 (progresso 1/4) e notei que dei vários passos para trás em alguns objetivos, então obviamente estou precisando retomar o foco. Enquanto outros seguem numa boa. Vou me concentrar nos objetivos em que fiz certo progresso:
3. Combater a preguiça mental:
. Finalmente descobri onde fica a biblioteca pública! Até fiz minha carteirinha e retirei um livro.
. Assisti algumas palestras interessantes pelo youtube, principalmente sobre geopolítica, revolução russa, Stalin etc.
. passei 3 semanas riscando montes de coisas da minha lista de tarefas
5. Destralhar a
casa, os projetos, a mente:
No quesito
destralhar a mente: fazia um tempão que algum evento religioso não me incomodava tanto como aconteceu com a páscoa esse ano. Por 20 anos a páscoa passou desapercebida na minha vida... mas agora, por estar novamente vivendo num país de maioria católica, o aspecto religioso da páscoa é bem evidente, com imagens da crucificação em qualquer lugar que se olhe, vários eventos públicos etc. Religião é um assunto bem
controverso que eu geralmente evito comentar com terceiros. Minha infância foi marcada pelo excesso de fervor religioso (pra não dizer fanatismo) da minha família. Estou tão mais feliz desde que consegui me desligar disso tudo (gradualmente a partir dos 18 anos, e radicalmente a partir dos 24 quando finalmente consegui sair de casa - queria ter saído antes mas não tinha dinheiro). Desde então prefiro manter uma enorme distância de qualquer coisa religiosa, mística ou espiritual. Evito comentar esses assuntos para não me estressar nem
ofender ninguém. Aliás outra coisa boa de destralhar seria essa necessidade que eu
sinto de não ofender ninguém, mas talvez seja querer demais.
Lembrar que a única pessoa que eu tenho qualquer chance de conseguir agradar
(ou ao menos não ofender) sou eu... e as vezes nem isso eu consigo.
Mas de vez em quando algumas mágoas antigas vem a tona pra me incomodar, como aconteceu esse ano. O que fazer? Aceitar que minha infância foi o que foi e que hoje em dia estou livre para ignorar a religiosidade que me incomoda. Posso dar um passo além e criar minhas próprias tradições. Posso fazer com a páscoa o mesmo que já fiz com o natal, dei minha própria interpretação, tirei toda a religiosidade fora, e comemoro de uma maneira minha. Hoje em dia adoro natal. Mas na verdade natal é mais fácil porque sempre foi uma festa mais alegre, enquanto que páscoa... bom, prefiro nem entrar em detalhes o que era páscoa na minha infância, não preciso reviver o trauma. Mas quero destralhar essas associações negativas que tanto me incomodam. Resolvi aproveitar que moro no hemisfério norte para associar a páscoa com primavera: plantas que rebrotam, animais que nascem, etc. A partir de agora vou comemorar o feriado da chegada da primavera com um picnic na
natureza. E o resto, todo o resto, vou encarar como um evento passageiro: como uma feira, um parque de diversões itinerante ou um circo. Apenas um evento que está passando
pela cidade e eventualmente se vai, com suas cores e dramas que não me dizem respeito.
Ainda sobre destralhar: fiz progresso com a organização das fotos, deletando várias e colocando tag nas restantes.
7. ... conhecer
gente nova:
Entrei em alguns
grupos e aceitei convites, acabei conhecendo amigos de amigos. Nem tudo deu certo
mas aos poucos estou expandindo meu círculo social.
Fiquei muito
surpresa que ter conseguido escrever tanto no blog até
agora, mas admito que muitas vezes foi extremamente difícil. Então vou me dar os parabéns de ter conseguido até aqui. A partir de agora, só volto quando tiver qualquer coisa relevante para
comentar. Tomara que seja na semana que vem; se não for, paciência :)
2 comentários:
Olá Dri, fiquei muito surpresa em saber que você mantém distância de "qualquer coisa religiosa, mística ou espiritual", talvez por você ter escrito tanto sobre meditação e sobre a maneira que interage com os demais. Lendo seu blog sinto que você é uma pessoa muito gentil e sensível, e por conta disso eu assumi que você era uma pessoa ligada em espiritualidade, veja só! Besteiras da minha parte, uma coisa não segue a outra. Interessante sua decisão de comemorar os eventos do seu jeito, se a maneira tradicional incomoda. Parabéns pelo progresso até aqui, e espero que até a próxima semana você já tenha algo para contar :)
Pois é, você não é a primeira pessoa a ficar surpresa com a falta de religiosidade na minha vida. Devem existir diferentes modos de meditar, uns mais espirituais outros menos, mas não tem nada de místico ou espiritual na meditação que eu faço. Consiste em ficar prestando atenção na respiração, nos pensamentos, nos ruídos... é só um exercício mental mesmo. Obrigada pela visita, um beijo.
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