Viajei para
comemorar meu aniversário. Foram 3 dias/2 noites de férias total: férias da rotina, da
internet... inclusive férias dos dados no celular, ou seja, nada de ligações,
emails ou whatsapps.
Ao sair de casa
coloquei o celular no modo avião e só conectei novamente ao voltar. Levei o
celular para ter como tirar fotos e usar os mapas offline. Fora isso não conferi absolutamente nada no telefone: não usei google, não fiquei
pesquisando mil trilhas no wikiloc como sempre faço, não marquei acomodação pela
internet: simplesmente fui. Ou melhor: fomos. Marido veio junto. Foram dias
inesquecíveis.
Na primeira noite
estacionamos o carro num fim de mundo e dorminos dentro do carro mesmo. Peguei no sono olhando para as estrelas, pela janela.
Infelizmente ele acordou com dor nas costas; na noite seguinte dormimos num
hotel. Que não procuramos pela internet. Como a vida era uma vez. Adorei a
experiencia como um todo e espero repetir, tanto dormir no carro (usando um
colchao inflável para ele ficar mais confortável) como sair por ai sem planejar
tudo nos mínimos detalhe. Alias um dos ponto alto foi fazer um picnic com vista
para esta lagoa:
Sendo que nunca
tinha ouvido falar na lagoa, simplesmente seguimos a sugestão da dona do hotel.
Hotel que ficava num vilarejo que nunca tinhamos ouvido falar também. E só
entramos no vilarejo as 16h atrás de uma padaria. Era um lugar muito
simpático e quando vimos um hotel, perguntamos se tinha acomodação e resolvemos
passar a noite ali.
Na manhã segujnte
acordei bem cedo e voltei na lagoa, para uma caminhada circular. Quando chegou
perto das 10h pensei 'daqui a pouco meu marido acorda e me manda um whatsapp,
como sempre faz'. Quase liguei os dados pensando nele, mas não fiz. 'Ele vai se
lembrar que estou sem dados, provavelmente vai assumir que estou caminhando,
como sempre faço'. A vida desconectada, como era uma vez. Vivi a maior parte da minha vida, até agora, sem celular. Não lembro quando tive meu primeiro celular, provavelmente depois de 2008, ou seja, já fiz muitas caminhadas, pedaladas e saídas por aí sem poder me comunicar com ninguém. Nesse dia meu marido mandou o bom dia costumeiro,
mas depois lembrou que eu tinha desligado os dados.
Gostei tanto tanto
tanto de experimentar outra vez "a vida desligada" que vou começar a adotar a prática mais seguido. Eu preciso de celular o tempo todo? Claro que não. Na verdade o que tem mais me cansado é receber msgs de whatsapps no telefone do meu grupo de caminhadas. Talvez "fróidexplique" tudo isso: eu
entro no grupo de livre e espontânea vontade mas acho uma chatice toda a interação
que rola no whatsapp. Cada vez que olho para o telefone, tenho >30 mensagens de whatsapp
do grupo. Será que a coisa mais fácil a fazer não era simplesmente SAIR do
grupo do whatsapp? Mas daí penso: e minha vida social como ficaria? Através do whatsapp fico sabendo das
atividades do grupo, apesar de ter ido em poucas, mas enfim... Já me dei conta que tanta conectividade não me traz felicidade, pelo contrário, só me traz agonia. Socialização em doses homeopáticas funciona melhor para mim.
![]() |
| Perto da nascente do Rio Tejo, que na Espanha leva o nome de Tajo. |
Comemorei meus 47
anos fazendo uma trilha até esse rio e dando um mergulho nas suas águas
cristalinas e mega geladas. Lavei a alma! Estar na natureza é tudo. Que alegria
imensa se banhar num rio tão limpo, rodeada por árvores decíduas. Fiquei com
vontade de voltar no outono, com minha roupa de neoprene.


4 comentários:
Que lugar maravilhoso é esse? Que delícia essa experiência. Vou adotar nesse meu recesso do trabalho. Uma vida mais simples... desintoxicando do vício em informação constante. Me senti mais leve só lendo e vendo suas fotos. Vc tem sido uma inspiração pra mim.
Que lugar espetacular para um mergulho! Parece saído de um sonho. Faz tempo que você não escreve Dri, espero que esteja bem, se cuidando bem e aproveitando muito a natureza na sua volta :)
Estou sentindo sua falta...
Olá Dri, tudo bem com você? Manda notícias!
Postar um comentário