domingo, 2 de dezembro de 2018

#48 gratidão dos últimos meses


Faz tempo que venho mentalmente escrevendo o texto de hoje: um apanhado das coisas boas dos últimos meses.

Setembro foi um mês especial. Fui para Porto Alegre e me senti tão feliz e agradecida:
. O motivo da viagem foi comemorar o aniversário da minha irmã, ao seu lado. Quantos aniversários da minha irmã eu perdi ao longo dos anos? Foram vários, mas esse eu fiz questão de comparecer. E estou tão feliz que chegamos até aqui como amigas.

. Que alegria ainda poder curtir o abraço das minhas tias idosas, gosto muito delas e encontra-las é uma prioridade sempre que volto a Porto Alegre. Me sinto tão sortuda e amada. Um dia elas serão apenas uma lembrança querida na minha vida (a maioria já chegou nos 80), enquanto esse momento não chega bora abraçar, tomar café e jogar conversa fora.

. Feliz que meu pai, apesar dos pesares, está cada vez mais realista, em alguns momentos até mesmo otimista! Sim, logo o meu pai, que sempre foi uma pessoa extremamente dramática e pessimista. Ele tem conseguido aceitar e lidar melhor com sua própria saúde e a realidade da minha mãe. Uma coisa é a gente ler pérolas de sabedoria do tipo "nunca é tarde para mudar". O tipo de conselho que parece fácil na teoria. Outra coisa é ver o próprio pai, com mais de 80 anos, conseguir alterar sua perspectiva e prestar mais atenção no lado positivo da vida.

. Apesar de eu ter ficado pouco tempo, consegui renovar minha carteira de motorista. Não sei porque isso me traz tanta alegria, mas eu gosto de manter atualizados os vínculos burocráticos que ainda tenho com o meu pais.

. Realizei um grande sonho que era visitar a extensão de terra entre a Lagoa dos Patos e o Atlântico, adorei adorei adorei. Fui sozinha e foi um passeio fenomenal. O ano de 2018 vai entrar na minha história como o ano que finalmente viajei sozinha pelo interior do Brasil, com direito a trilha de 25km sozinha, pedir carona sozinha, visitar um parque nacional sozinha e passar a noite sozinha numa cabana isolada, numa propriedade rural. Ir pra cama às 20h30 e acordar no maior silêncio e escuridão às 4h. Solitude na natureza: não tem coisa melhor!

. Estou tão feliz de ter conseguido manter uma amizade da minha juventude. Tentei manter várias amizades com mulheres, mas não consegui (me esforcei bastante mesmo, talvez meu erro tenha sido me esforçar demais!?). Aliás gosto muito daquela música do Hamson sobre amizades, a letra diz o seguinte:

♫You have so many relationships in this life
Only one or two will last
You go through all the pain and strife
Then you turn your back and they're gone so fast, yeah
And they're gone so fast, yeah
So hold on the ones who really care
In the end they'll be the only ones there
And when you get old and start losing your hair
Can you tell me who will still care?

Plant a seed, plant a flower, plant a rose
You can plant any one of those
Keep planting to find out which one grows
It's a secret no one knows


Apenas uma amizade da juventude resistiu ao tempo - um colega de trabalho que conheci em 1992. Por muito tempo isso me incomodou muito (não ter conseguido manter aquelas amigas mulheres), mas hoje estou feliz de ter um grande amigo.

. E bom mesmo é ter um marido que confia em mim e não é nem um pouco ciumento. E me incentiva a cultivar amizades e interesses. Aliás o rapaz que eu namorei antes dele era super ciumento, e eu decidi que não queria um relacionamento daquele jeito com tanta desconfiança. Acho muito importante para a sanidade mental fazer coisas separadas do cônjuge, essa coisa de viver sempre colado não é comigo. Escolhi alguém que entende isso.

Gratidão de outubro:
. Entusiasmo do meu marido! Vou deixar para expandir esse assunto outro dia.

Gratidão de novembro:
. Já mencionei aqui no blog 'o homem do cachorro magrela': um corredor que vejo com regularidade na praia. Não sei seu nome, nunca conversei com ele, aliás quando nossos caminhos se cruzam a gente não troca sorrisos, muitas vezes nem trocamos um "bom dia", geralmente é só aquele cumprimento seco e rápido, um levantar de sobrancelhas. Pois bem, em julho comecei a ver o cachorro magrela sem seu companheiro costumeiro, inicialmente achei que fosse temporário, mas o homem do cachorro magrela não voltava nunca. Depois de uns meses eu já estava achando que ele tinha se divorciado ou quem sabe até morrido. E numa linda manhã de novembro o homem do cachorro magrela finalmente reapareceu. Está de volta correndo na praia, como antes. Fiquei muito feliz com o seu retorno. Gratidão pelas pessoas que eu não conheço e pra falar a verdade nem faço questão de conhecer. Além do homem do cachorro magrela tem também a mulher do golden retriever, o velho do boné, o fotógrafo do amanhecer e o jovem do casaco verde. Fico feliz de vê-los quase todos os dias correndo ou caminhando na praia, mantendo suas próprias rotinas e servindo de lembrete/inspiração para eu manter sempre as minhas :)

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