segunda-feira, 12 de novembro de 2018

#46 feliz com meu novo objetivo esportivo


No texto anterior eu mencionei ter dado passos para trás, mas também dei um grande passo para a frente que foi adotar um novo objetivo esportivo. Desde que me mudei para essa região montanhosa não estava conseguindo manter meu objetivo esportivo de sempre (que consiste percorrer minha idade x 100km) e isso estava me trazendo muita agonia. Já escrevi como foi difícil abandonar esse objetivo que me acompanhava há tantos anos.  

Para os meus 47 anos adotei um objetivo diferente: praticar 470 horas de atividade física enquanto tenho 47 anos. Eu e essa mania de sempre usar minha idade nos meus objetivos esportivos, é a vida!

Dividindo 470 horas por 52 semanas dá 9h por semana. Achei esse objetivo muito libertador por me permitir fazer a atividade que tiver vontade, sem me preocupar com os kilômetros. Se está ventando muito e não estou com vontade de pedalar, posso ir na piscina nadar ou simplesmente sair para uma caminhada. Se quero fazer uma pedalada difícil, montanha acima, que toma muito tempo, não preciso me preocupar com a distância/velocidade. Aliás essa questão das montanhas acabou me agoniando muito nos 46 anos: eu estava deixando de subir montanhas e pedalando no plano para conseguir ir mais rápido/longe. Totalmente sem sentido. Ainda mais que gosto muito de subir montanhas. Ou seja, meu objetivo anterior estava afetando minha felicidade.

Curioso que eu ADORO caminhar/pedalar/nadar, e ainda assim sempre preciso do empurrãozinho dos meus objetivos, caso contrário muitas vezes bate aquela preguiça. O mês de agosto foi bem difícil, por conta do calor: tive que me exercitar antes de sair o sol, caso contrário era impossível durante o dia. A piscina fechada para férias coletivas não ajudou. Então no verão estava saindo de casa um pouco antes das 6h. Muitas vezes ao despertar sentia uma certa preguiça, mas já estava tudo pronto, de véspera: a roupa separada e o roteiro escolhido. Então era só pular da cama, colocar a roupa e sair. E depois que saia de casa era fenomenal estar na rua, curtindo a noite estrelada, a silhueta das montanhas contra o céu que vai clareando, a iluminação pública que eventualmente se apaga... amanhecer é o meu momento preferido do dia, adoro mesmo tudo isso:
 
madrugadas de agosto
 
Em outubro voltei a caminhar de manhã cedo na praia e pedalar em algum outro momento do dia (não todos os dias, claro). Desde que comecei até agora nem sempre consegui fechar as 9h semanais (viagens, lesões etc). No momento estou 23h atrasada, mas tenho certeza que vou conseguir recuperar numa boa. Estou muito feliz com o novo sistema.
 
Tenho uma planilha anual no excel onde anoto tudo isso. Antes anotava as distâncias, agora estou tomando nota do tempo apenas. Mas além da planilha, tudo vai parar no Garmin Connect. As vezes registro atividades no Strava também. Pra quê tanta redundância? Se no fim das contas o que vale mesmo é sempre a minha planilha? Fico me perguntando se eu não devia simplificar a vida e cortar Strava ou Garmin Connect, ou ambos. Se fosse cortar alguma coisa, cortaria Strava, já que foi adicionado posteriormente. Estou usando o Garmin Connect desde 2011 e tenho registro de várias pedaladas que, pra ser completamente sincera, espero fazer outra vez. E comparar minha performance com a de anos anteriores. Saber se eu consigo bater o tempo que eu subi aquela montanha em 2011, ou 2014, em lugares que sempre sonho em voltar. Pra isso também serve Strava, mas sei lá, gosto mesmo é do Garmin, já que não tenho como saber o que os demais "atletas" na minha volta estão fazendo. A performance deles não me importa, o único que me importa é o meu desempenho mesmo.

Mas o mais importante de tudo, para não deixar a peteca cair, é fazer sempre meus alongamentos. Me dei conta disso caminhando na praia e vendo tantos velhinhos dando seus passinhos de formiga, resultado de falta de alongamento. Então para me forçar a alongar incluí os alongamentos dentro do tempo dos exercícios. E não vou complicar minha vida adicionando essa informação na planilha. Estou simplesmente parando o relógio depois de me alongar.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

#45 Pra frente é que se anda

Eu leio pouquíssimos blogs e fico triste quando as pessoas somem. E aqui estava eu, fazendo a mesma coisa, tsk tsk. Agradeço minhas duas queridas leitoras pelas palavras tão simpáticas que me deixaram nesses meses que estive fora, e também pelo email muito gentil que me motivou a entrar aqui.

Seria bom escrever que fiz mil coisas enquanto estive desconectada. Não foi o caso, infelizmente. Na verdade passei por um momento de grande confusão mental e dei vários passos para trás. Mas já aprendi alguma coisa em 2018: ser gentil comigo mesma. Então vou  respirar fundo e seguir em frente, sem necessidade de me menosprezar como eu teria feito uma vez.

Gosto muito de uma música chamada "A Riqueza", tem no youtube e spotify, cantada por Rita Ribeiro, mas talvez seja de autoria de outra pessoa. Diz o seguinte:

"Pra frente é que se anda
Não pare de sorrir
Sorrir para o escuro
Que ele vai clarear
Se as portas estão fechadas
Elas vão se abrir
Verás, verás, a riqueza que um sorriso trás :)

Lixo sorridente que encontrei na praia, semana passada :)

terça-feira, 10 de julho de 2018

#27 unplugged


Viajei para comemorar meu aniversário. Foram 3 dias/2 noites de férias total: férias da rotina, da internet... inclusive férias dos dados no celular, ou seja, nada de ligações, emails ou whatsapps.  

Ao sair de casa coloquei o celular no modo avião e só conectei novamente ao voltar. Levei o celular para ter como tirar fotos e usar os mapas offline. Fora isso não conferi absolutamente nada no telefone: não usei google, não fiquei pesquisando mil trilhas no wikiloc como sempre faço, não marquei acomodação pela internet: simplesmente fui. Ou melhor: fomos. Marido veio junto. Foram dias inesquecíveis.  

Na primeira noite estacionamos o carro num fim de mundo e dorminos dentro do carro mesmo. Peguei no sono olhando para as estrelas, pela janela. Infelizmente ele acordou com dor nas costas; na noite seguinte dormimos num hotel. Que não procuramos pela internet. Como a vida era uma vez. Adorei a experiencia como um todo e espero repetir, tanto dormir no carro (usando um colchao inflável para ele ficar mais confortável) como sair por ai sem planejar tudo nos mínimos detalhe. Alias um dos ponto alto foi fazer um picnic com vista para esta lagoa: 


Sendo que nunca tinha ouvido falar na lagoa, simplesmente seguimos a sugestão da dona do hotel. Hotel que ficava num vilarejo que nunca tinhamos ouvido falar também. E só entramos no vilarejo as 16h atrás de uma padaria. Era um lugar muito simpático e quando vimos um hotel, perguntamos se tinha acomodação e resolvemos passar a noite ali.  

Na manhã segujnte acordei bem cedo e voltei na lagoa, para uma caminhada circular. Quando chegou perto das 10h pensei 'daqui a pouco meu marido acorda e me manda um whatsapp, como sempre faz'. Quase liguei os dados pensando nele, mas não fiz. 'Ele vai se lembrar que estou sem dados, provavelmente vai assumir que estou caminhando, como sempre faço'. A vida desconectada, como era uma vez. Vivi a maior parte da minha vida, até agora, sem celular. Não lembro quando tive meu primeiro celular, provavelmente depois de 2008, ou seja, já fiz muitas caminhadas, pedaladas e saídas por aí sem poder me comunicar com ninguém. Nesse dia meu marido mandou o bom dia costumeiro, mas depois lembrou que eu tinha desligado os dados.  

Gostei tanto tanto tanto de experimentar outra vez "a vida desligada" que vou começar a adotar a prática mais seguido. Eu preciso de celular o tempo todo? Claro que não. Na verdade o que tem mais me cansado é receber msgs de whatsapps no telefone do meu grupo de caminhadas. Talvez "fróidexplique" tudo isso: eu entro no grupo de livre e espontânea vontade mas acho uma chatice toda a interação que rola no whatsapp.  Cada vez que olho para o telefone, tenho >30 mensagens de whatsapp do grupo. Será que a coisa mais fácil a fazer não era simplesmente SAIR do grupo do whatsapp? Mas daí penso: e minha vida social como ficaria? Através do whatsapp fico sabendo das atividades do grupo, apesar de ter ido em poucas, mas enfim... Já me dei conta que tanta conectividade não me traz felicidade, pelo contrário, só me traz agonia. Socialização em doses homeopáticas funciona melhor para mim.

Perto da nascente do Rio Tejo, que na Espanha leva o nome de Tajo.
 
Comemorei meus 47 anos fazendo uma trilha até esse rio e dando um mergulho nas suas águas cristalinas e mega geladas. Lavei a alma! Estar na natureza é tudo. Que alegria imensa se banhar num rio tão limpo, rodeada por árvores decíduas. Fiquei com vontade de voltar no outono, com minha roupa de neoprene.

terça-feira, 3 de julho de 2018

#26 revisão 1/2


Então que cheguei na metade do ano, como estou com meus objetivos? Acabo de abrir o texto que escrevi na semana 13 (progresso 1/4) e notei que dei vários passos para trás em alguns objetivos, então obviamente estou precisando retomar o foco. Enquanto outros seguem numa boa. Vou me concentrar nos objetivos em que fiz certo progresso:
 
3. Combater a preguiça mental:
 
. Finalmente descobri onde fica a biblioteca pública! Até fiz minha carteirinha e retirei um livro.
. Assisti algumas palestras interessantes pelo youtube, principalmente sobre geopolítica, revolução russa, Stalin etc.
. passei 3 semanas riscando montes de coisas da minha lista de tarefas
 
5. Destralhar a casa, os projetos, a mente:

No quesito destralhar a mente: fazia um tempão que algum evento religioso não me incomodava tanto como aconteceu com a páscoa esse ano. Por 20 anos a páscoa passou desapercebida na minha vida... mas agora, por estar novamente vivendo num país de maioria católica, o aspecto religioso da páscoa é bem evidente, com imagens da crucificação em qualquer lugar que se olhe, vários eventos públicos etc. Religião é um assunto bem controverso que eu geralmente evito comentar com terceiros. Minha infância foi marcada pelo excesso de fervor religioso (pra não dizer fanatismo) da minha família. Estou tão mais feliz desde que consegui me desligar disso tudo (gradualmente a partir dos 18 anos, e radicalmente a partir dos 24 quando finalmente consegui sair de casa - queria ter saído antes mas não tinha dinheiro). Desde então prefiro manter uma enorme distância de qualquer coisa religiosa, mística ou espiritual. Evito comentar esses assuntos para não me estressar nem ofender ninguém. Aliás outra coisa boa de destralhar seria essa necessidade que eu sinto de não ofender ninguém, mas talvez seja querer demais. Lembrar que a única pessoa que eu tenho qualquer chance de conseguir agradar (ou ao menos não ofender) sou eu... e as vezes nem isso eu consigo.

Mas de vez em quando algumas mágoas antigas vem a tona pra me incomodar, como aconteceu esse ano. O que fazer? Aceitar que minha infância foi o que foi e que hoje em dia estou livre para ignorar a religiosidade que me incomoda. Posso dar um passo além e criar minhas próprias tradições. Posso fazer com a páscoa o mesmo que já fiz com o natal, dei minha própria interpretação, tirei toda a religiosidade fora, e comemoro de uma maneira minha. Hoje em dia adoro natal. Mas na verdade natal é mais fácil porque sempre foi uma festa mais alegre, enquanto que páscoa... bom, prefiro nem entrar em detalhes o que era páscoa na minha infância, não preciso reviver o trauma. Mas quero destralhar essas associações negativas que tanto me incomodam. Resolvi aproveitar que moro no hemisfério norte para associar a páscoa com primavera: plantas que rebrotam, animais que nascem, etc. A partir de agora vou comemorar o feriado da chegada da primavera com um picnic na natureza. E o resto, todo o resto, vou encarar como um evento passageiro: como uma feira, um parque de diversões itinerante ou um circo. Apenas um evento que está passando pela cidade e eventualmente se vai, com suas cores e dramas que não me dizem respeito. 
 
Ainda sobre destralhar: fiz progresso com a organização das fotos, deletando várias e colocando tag nas restantes.

7. ... conhecer gente nova:

Entrei em alguns grupos e aceitei convites, acabei conhecendo amigos de amigos. Nem tudo deu certo mas aos poucos estou expandindo meu círculo social.

Fiquei muito surpresa que ter conseguido escrever tanto no blog até agora, mas admito que muitas vezes foi extremamente difícil. Então vou me dar os parabéns de ter conseguido até aqui. A partir de agora, só volto quando tiver qualquer coisa relevante para comentar. Tomara que seja na semana que vem; se não for, paciência :)

sexta-feira, 29 de junho de 2018

#25 procrastinação, natacão, meditação

Cheguei no fim da semana 25 com a sensação de estar andando para trás.

Uma coisa que estou fazendo este ano é uma colagem semanal de fotos, no meu telefone mesmo. Todas as segundas quando eu penso na semana que passou aproveito e olho para as fotos que eu tirei e faço um apanhado das mais significativas. E foi tão bom olhar para as fotos da semana 25 e me dar conta que "pensando bem... minha semana foi ótima em vários aspectos". Teve pedalada com minha amiga, caminhada com outros amigos, momentos divertidos na cozinha com meu marido e café com ele na cafeteria (com o bônus do jornal estar disponível, nem sempre é o caso). E linda floração de uma árvore que não sei o nome, mas embelezou a cidade. Teve muita natação também, mas isso não entrou na colagem semanal de fotos já que sempre deixo o celular em casa quando saio para nadar.

Um grande atraso na minha vida é a procrastinação. Umas semanas atrás eu tinha comentado aqui no blog de um desafio de nadar 46km antes do meu aniversário (começo de julho), só que acabei procrastinando nisso também. Semana passada finalmente caiu a ficha: se eu não encarasse o desafio com mais seriedade, não iria conseguir. Considerando que eu já tive que abandonar meu desafio esportivo original, não queria abandonar esse da natação. Então durante a semana 25 nadei feito uma louca: dez quilômetros e meio numa semana. Por um lado fiquei muito feliz de ter conseguido nadar tudo isso (primeira vez na vida). Lembrei que um ano depois de aprender a nadar (9 anos atrás) eu estava nadando em torno de 10 km por mês. Ou seja, consegui nadar em uma semana o que uma vez eu custava o mês todo para nadar. Mas por outro lado fiquei chateada com a maneira que encarei meu desafio, me enrolando por vários dias e me colocando nessa situação de ter que nadar um montão no fim. Uma coisa tão recorrente na minha vida, essas corridas malucas de última hora.

Nadar é o tipo de atividade repetitiva que propicia viajar nos pensamentos e ruminar nos problemas. Tenho feito um esforço para apenas curtir o momento enquanto nado - evitando as ruminações. As vezes fico admirando os azulejos no fundo da piscina e contando as minhas braçadas, prestando atenção no barulho da minha respiração e coisas assim. Estou realmente tendo cuidado para não me perder nos pensamentos.

Adotei um método de contagem de voltas diferente, em forma de escadinha. Digamos que o objetivo seja nadar 9 voltas. Antes eu contava as voltas de maneira sequencial, 1,2,3...até 9.  Mas um amigo do meu marido sugeriu um método menos entediante, que vem a ser uma escadinha (ou pirâmide), funciona assim: nada 1 volta, faz uma pausa, 2 voltas, pausa, 3 voltas, pausa, 2 voltas, pausa, 1 volta. Bem mais fácil de contar e não se perder. E as pausas pelo meio, segundo esse amigo que é profissional do ramo esportivo, são benéficas por algum motivo que já esqueci. Claro que é super fácil contar 9 voltas sem se perder, mas eu tenho nadado pelo menos 36 voltas. Então no novo método basta fazer a escadinha de 6. Super fácil de contar, adorei. E também tem o aspecto psicológico: é muito mais fácil encarar uma escadinha de 6 do que uma sequência de 36. 

Para evitar as ruminações as vezes incorporo a meditação "bondade amorosa" enquanto estou nadando. Essa é a minha meditação preferida, em que desejamos coisas boas para nós mesmos e para os demais. Que tanto podem ser pessoas do nosso círculo de relacionamentos ou estranhos que vemos com regularidade. No método escadinha está sendo super fácil incorporar essa meditação. No momento da pausa eu aproveito para escolher quem serão as próximas pessoas. Quando chego nas 4 voltas, geralmente penso minha irmã, meu cunhado, meus sobrinhos. 5 voltas, escolho 5 amigos. 6 voltas, minhas 6 tias. E vou mudando as pessoas: as vezes penso nos meus vizinhos, alguns primos (tenho bem mais de 36, podia dedicar um dia só para os primos, rsrsrs), ou penso nos funcionários do mercado da esquina ou da agência do banco, ou as pessoas que sempre passam com seus cachorros... e outras pessoas que vejo com regularidade (ou não vejo, como blogueiras que eu gosto de ler). Enfim, são várias possibilidades, nunca faltam pessoas. Fica tão mais gostoso contar pessoas do que contar voltas.

Que o homem do cachorro magrela
...seja saudável e feliz
...viva livre de dor e de sofrimento
...não se deixe abalar pelas dificuldades
...seja capaz de aceitar mudanças 
...seja sempre gentil consigo mesmo
...etc etc

Talvez essa entrada de hoje soe como coisa de gente doida, mas estou gostando MUITO de fazer isso. Não acredito que desejar o bem vá fazer diferença na vida das pessoas. Apenas me sinto bem cultivando sentimentos positivos e pensando nas pessoas assim. Tenho saído da piscina em paz com o mundo.

E para ficar em paz comigo mesma? Agir é o melhor remédio. Manter um resolução, aprender uma coisa nova, riscar uma coisa difícil da minha lista de tarefas... Já sei tudo isso - mas nem sempre faço o que tenho ou gostaria de fazer.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

#24 um dia normal


Um dos poucos blogs que gosto de ler é de um sujeito apaixonado por música. Semana passada ele marcou o dia dos namorados com um simples "feliz dia dos namorados", que eu só li no dia seguinte. Daí é aquela coisa que acontece todos os anos: "bah, é mesmo, dia dos namorados! tinha esquecido". 

E pensei: o que fizemos ontem? Tínhamos ficado um tempão juntos, pintando duas paredes na casa. Foram várias mãos de tinta. Terminamos o dia bem cansados mas felizes de ter conseguido chegar no fim da tarefa. 

Vivendo na Europa temos a desculpa do dia dos namorados aqui ser em outra data (algum dia de fevereiro), mas muitas vezes também não lembramos da data européia. É o tipo de coisa que não me diz nada mesmo. Eu tenho duas datas românticas gravadas no meu coração: o dia que conheci meu marido e o dia que nos casamos no cartório.   

Eu não mudei meu sobrenome ao casar. Então em situações burocráticas (principalmente envolvendo contadores) várias vezes escutamos a pergunta: "vocês são casados?". Sim, somos casados. E mentalmente sempre acrescento "de papel passado"... e lembro de um momento especial: depois de voltar do cartório, nós em casa, felizes, com nossa certidão na tábua de passar roupa, os dois conduzindo o ferro elétrico, no meio das gargalhadas. Uma maneira bem nossa de marcar o começo oficial da vida a dois.

Estou tão feliz no meu casamento. E pensar que eu QUASE não me casei com ele por conta das nossas muitas diferenças, principalmente políticas. No começo as diferenças me estressavam muito. Com o passar do tempo aprendi a aceitar que cada pessoa tem direito a ser como é e entender e explicar o mundo a sua maneira. E no fim das contas ter alguém que pensa diferente do meu lado sempre me faz ir atrás e investigar melhor os assuntos e meu posicionamento. 

domingo, 10 de junho de 2018

#23 embelezando minha casa por fora


Depois que me animei com as plantas dentro de casa, resolvi passar para o lado de fora. Custei um pouco para ir para o lado de fora porque estava realmente triste com tanta laje. Mas enfim, comprei diversas plantas para o pátio e a sacada, e aproveitei também e coloquei floreiras na janelas. Estou com flores em todas as janelas da casa, até mesmo no banheiro. Estou achando essa coisa de cultivar em potes um grande mistério e inicialmente matei várias plantas (tanto por excesso como por falta de água). Mas ultimamente estou conseguindo controlar o planticídio com a ajuda de um hidrômetro. 

Vou mostrar as flores que causaram maior impacto na minha felicidade. Na sacada da frente, o lugar onde me sento para ver o sol nascer de manhazinha, e onde almoçamos quando o tempo está favorável, coloquei uma fila de gerâneos:



E na janela do nosso quarto, que também dá pra frente da casa, coloquei mais gerâneos. Agora quando eu dobro a esquina já vejo os meus gerâneos de longe. Minha casa é absolutamente igual às casas dos vizinhos, mas é a única que está cheia de flores - ver minha casa florida de longe é uma alegria e tanto. 

É a primeira vez que estou com várias plantas iguais, de um tipo só. Quando eu tinha o meu jardim eu sempre cultivava várias plantas diferentes juntas, era uma grande bagunça. Mas aqui na casa nova resolvi fazer diferente, e gostei do resultado. Ao escolher flores tenho evitado minhas velhas conhecidas e aproveitado a oportunidade para cultivar plantas novas.  

Aliás outro dia um amigo do meu marido esteve aqui em casa e se encantou com minhas flores e plantinhas. Descobri então que ele também adora plantas. Agora estamos sempre conversando sobre isso. Ele até já me deu uma mudinha:

 

A primeira vez que ele viu essa planta foi numa visita que fez à tia-avó da sua esposa, mais de 40 anos atrás. Então ele pegou uma mudinha... que cresceu e é a planta maior que aparece na foto. Dessa planta de >40 anos ele tirou a minha muda. Adorei saber a historinha da planta. Então agora tenho uma planta que é neta da planta da tia-avó da esposa do amigo do meu marido. Ou alguma coisa assim :)